domingo, 5 de maio de 2019

A minha mãe Rosita Facica


Ninguém, por mais insensível que seja, pode ficar indiferente à sua mãe, presente no dia a dia de cada um, olhando os nossos passos, periclitantes no início da nossa existência, ou firmes e resolutos na vida ativa. À mãe devemos tudo: a vida, o falar, os primeiros passos inseguros, os cuidados ao longo da vida, o carinho e a ternura que nos tornam pessoas capazes de amar, a educação para a partilha solidária, a fé que nos ajudou a descobrir, enfim, tudo o que nos faz gente saudável de corpo e alma. E eu muito mais  devo à minha saudosa mãe, que o povo tratava por Rosita Facica. Rosita porque era de estatura mediana e Facica por descender de um ramo familiar cujos apelidos, Francisco da Rocha, se propagaram nas Gafanhas. De Francisco surgiu o Facica.
A minha mãe nasceu em 23 de fevereiro de 1910 e faleceu em 15 de maio de 1994. Doente bastantes anos, esteve lúcida até morrer, o que aconteceu durante o almoço no Hospital de Aveiro.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Lita num passeio na Ribeira da Aldeia


Em maré de recordações, muito de acordo com o passar dos anos, hoje avanço com a memória de alguns amigos da minha Lita, que vim a conhecer desde que a encontrei por artes que só Deus saberá. Motivos de convívio, razões de passeios e momentos de alegria surgiam frequentemente, deixando marcas indeléveis nas nossas vidas.
A Lita, ainda jovem e sempre jovial, lá está no moliceiro num dos canais da ria de Aveiro. Toda a gente se mostra feliz. Familiares e amigos, que, entretanto, nos deixaram, ficando os seus sorrisos e gestos de estima e amor nos nossos corações.
Em cima, a tia e madrinha Zulmira, o tio Fonseca; ao centro, a Isaura e a Esmeralda, a Lita e a amiga e vizinha Adelaide; depois, a tia Lurdes, a Letinha de Pardilhó, o vizinho Alberto Gomes (marido da Adelaide) e a tia Aidinha. O passeio aconteceu na Ribeira da Aldeia, Pardilhó, provavelmente há 60 anos.