Hoje lembrei-me do Algarve, por onde andei há bons anos... Como o tempo passa a uma velocidade estonteante. Agora, apenas à custa das fotografias e da memória. Mas é mesmo bom recordar.
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domingo, 1 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 7 de março de 2019
Recordando: Uma tarde no ZOOmarine
Evoco hoje uma tarde no ZOOmarine, Algarve, já lá vão 10 anos, a completar no próximo mês de abril. Faço-o agora para não correr o risco de me esquecer, apesar da grata experiência em tempo de férias da Páscoa.
De Albufeira, de que falarei noutra recordação, partimos rumo ao famoso parque pedagógico e de diversões, com ambiente cuidado e desafiante, qual Floresta Encantada, com tudo e mais alguma coisa: Golfinhos, aves exóticas, animais ferozes, domesticados, uns, e selvagens, outros, com cinema, aquários, exposições, para além de uma panóplia de diversões e sessões em salas próprias, para todas as idades e gostos. Ali não faltava nada, com ordem, programação, atendimento adequado, explicações oportunas, demonstrações atempadas e tudo o que possa imaginar-se. Mas os golfinhos, amigos, foram momento nobre e exuberante.
De Albufeira, de que falarei noutra recordação, partimos rumo ao famoso parque pedagógico e de diversões, com ambiente cuidado e desafiante, qual Floresta Encantada, com tudo e mais alguma coisa: Golfinhos, aves exóticas, animais ferozes, domesticados, uns, e selvagens, outros, com cinema, aquários, exposições, para além de uma panóplia de diversões e sessões em salas próprias, para todas as idades e gostos. Ali não faltava nada, com ordem, programação, atendimento adequado, explicações oportunas, demonstrações atempadas e tudo o que possa imaginar-se. Mas os golfinhos, amigos, foram momento nobre e exuberante.
Se tudo estiver como há 10 anos encontrei e apreciei o ZOOmarine, vale a pena a visita.
sábado, 23 de setembro de 2017
Recordações — Amizades para a vida
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| Há quantos anos? |
Ao longo da vida criamos muitas amizades, algumas das quais crescem com o tempo, apesar das distâncias que nos separam uns dos outros. Uma dessas amizades, das tais que se consolidam com o decorrer dos anos, nasceu há décadas com uma família de Chaves, que viveu perto de nós, na Gafanha da Nazaré. Refiro-me aos meus amigos Nazaré e António Fernandes e aos seus filhos, Pedro, José Carlos e Vítor. Depois, o grupo alargou-se às noras e aos netos, Erika e Paula, Mariana, Alexandra, Rita e Francisco.
Quando o encontro, programado ou ocasional, acontece, experimentamos, naturalmente, uma renovada alegria. Este ano nada fazia prever o reencontro com a família flaviense. Não seria fácil uma estada no Algarve para gozo de férias naquela altura do mês de agosto, diziam-me. Mas eu, que acredito ou penso que acredito no sexto sentido, tinha cá um palpite de que tudo seria possível.
Um fim de tarde, quando deambulava pelo aldeamento, reparei que na casa dos nossos amigos havia janelas entreabertas, como sinal de gente amiga à vista. Os amigos Nazaré e António, ao simples toque da campainha, surgiram na minha frente, para o abraço fraterno. Tinham acabado de chegar e estavam a arrumar as malas. Julgo que, ao saberem que estávamos por ali, não resistiram e quiseram fazer-nos uma surpresa. Que agradável surpresa, de pessoas que tanto estimamos!
Para pôr a conversa em dia, com recordações e mais recordações, com preocupações e anseios, com alegrias e projetos, de tudo um pouco se falou durante os dias em que estiveram no Algarve. Mas o que mais me apetece sublinhar é a forma amiga, mais que fraterna, como partilhamos sentimentos e emoções, vivências passadas e sonhos ainda por realizar. Com esta família partilhámos, ao longo das nossas vidas, algumas férias. Foram estes amigos que um dia, já um pouco longínquo, nos convidaram para conhecer Chaves, e nos entusiasmaram pelo conhecimento de Trás-os-Montes.
Com eles calcorreámos vilas e aldeias daquela região, saboreámos os melhores petiscos (pastéis, bola e folar de Chaves), com destaque para o presunto que nos esperava, fresquinho, na cave de sua casa, e que comíamos com o pão de centeio, tão famoso por aquelas bandas.
No frigorífico havia um vinho não muito forte, que temperava o presunto comido às lasquinhas. Foi com eles que aprendi a gostar da feijoada transmontana e do leitão à moda da terra, dum cozido mais completo do que o tradicional à portuguesa. E fico-me por aqui, com a certeza de que muito haveria a dizer.
Com eles conheci monumentos, li e reli história e tradições de Chaves, dei um salto até Espanha, ainda no tempo do contrabando consentido, provei em Boticas o vinho dos mortos e assisti em Montalegre à “chega dos bois”, de que hei de falar um dia destes se encontrar as fotografias que na altura registei. Subi montes e vales para apreciar castros e conhecer aldeias típicas. E, ainda, como experiência rara, para a época, trocámos as nossas casas para viver as férias com mais comodidade.
Afinal, as amizades são assim, quando desinteressadamente as cultivamos e as enriquecemos em horas boas e menos boas.
Fernando Martins
Texto escrito em agosto de 2008
Nota: O nosso amigo António Fernandes faleceu em 20 de novembro de 2011.
Nota: O nosso amigo António Fernandes faleceu em 20 de novembro de 2011.
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