quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Nossa Senhora dos Navegantes



“Nossa Senhora dos Navegantes é protetora dos que se fazem ao mar, mas também dos que ficam em terra com preocupações e angústias”, disse o P.e Pedro Oliveira, pároco da Gafanha da Nazaré, na eucaristia que decorreu na tarde de domingo, 20 de setembro, no largo da Capela do Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré, após a procissão marítima que juntou dezenas de embarcações, transportando imagens religiosas, pároco, acólitos, Banda Filarmónica Gafanhense e muitos populares. 
A festa identitária da comunidade ligada ao mar incluiu um festival de folcore e concertos de música pop.

Nota: Texto transcrito do CV

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O OUTRO FILHO (IRMÃO DO PRÓDIGO)

Mais um poema de Ana Luísa Amaral



«O vitelo mais gordo»
disse o pai. Mas era para o outro
que falava

E ele interrogou-se confundido,
o coração pesado de negócios
esquecido de viagens e sonhos
por fazer

Deve ser coisa estranha
a lealdade,
como penoso o ofício
de amar

Perdida a juventude
entre contas e servos,
entre terras vedadas e cega obediência
que lhe restava

senão juntar-se à festa
e comer do vitelo
e fingir alegria
em pródigos sorrisos?



Nota: do livro ÁGORA

sábado, 5 de setembro de 2026

O arbusto


 Este arbusto que ocupa espaço que lhe permite viver tranquilamente, tem vida regalada. Não lhe falta rega nem terreno para crescer. Já pensei em mandar podá-lo, mas não posso meter foice em seara alheia. A proprietária, minha esposa, não autorizou. Sempre quero ver o que nos espera!

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

domingo, 23 de agosto de 2026

Aprender a envelhecer!

«Os que refletem sobre o número cada vez mais alargado das pessoas idosas, reformadas e aposentadas, sabem que é preciso aprender a envelhecer bem, vivendo o presente e tendo projetos de futuro adequados à realidade de cada um. Isso passa, necessariamente, pelas pessoas e pelos que podem e devem estimulá-las, tendo sempre em consideração que urge assumir os velhos como centros fundamentais de novos desafios a empreender individualmente e pela sociedade.
É preciso provocar o envelhecimento ativo, promovendo comportamentos saudáveis, criando ambientes amigáveis e favorecendo a afetividade, ao mesmo tempo que se torna imperioso capitalizar as experiências e os saberes acumulados ao longo da vida pelos nossos anciãos. Afinal, se estivermos atentos e conscientes da importância e da riqueza que a velhice comporta, compreenderemos que os idosos nos dão lições de vida, pelo que fizeram e ainda podem fazer em prol da família e da comunidade. Eles são, em suma, uma fonte inesgotável de contributos sociais, profissionais e éticos, que não podem ser ignorados, antes devem ser assimilados pelas gerações mais jovens.»


NOTA: Há anos escrevi este texto...