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sábado, 12 de janeiro de 2019

Recordando as tias da Lita


Aidinha, Lourdes, Lita e Zulmira, todas bonitas
Dizem que com a idade ganhamos a tendência de olhar mais para o passado.  É o que está a acontecer comigo e com muita gente que conheço. Vai daí, vou-me dando conta de novos interesses, como os de vasculhar caixas de fotografias de tempos que não voltam. Um dia destes descobri, se assim se pode dizer, a foto que encima esta nota. E com ela surgiram as vivências que a nossa família partilhou com as tias da Lita, que foram, na prática, as “mães” dela.
O registo foi feito no jardim frente à nossa casa com marcas  que perduram desde há mais de meio século. As  tias que envolvem a juventude da Lita  (Aida, Lourdes e Zulmira) permanecem em nós pelo amor carregado de ternura que permanentemente nos dispensaram. O sorriso franco foi sempre timbre delas, cada uma a seu jeito. A tia Aida era toda carinho e  brincalhona, a tia Zulmira era a educadora de regras por vezes rígidas, mas frontal e lutadora, e a tia  Lourdes era a gestora e a protetora, ao estilo de mãe de todos.
Os nossos filhos, como já tenho dito, ficavam encantados quando sonhavam que era dia de seguirmos para Pardilhó, terra das origens delas e da Lita. E no carro até cantavam com o aproximar da chegada àquela terra onde nos sentíamos como se fora nossa. Era a festa que os esperava, o calor humano das tias que os animava, a brincadeira que a tia Aidinha (como a tratávamos) estimulava, as guloseimas que ela sorrateiramente, porque abusava,  partilhava com eles. Mas cá para nós, eu preferia o “pão do Álvaro” de sabor único.
Hei de voltar ao tema, ao sabor das fotografias achadas.

Fernando Martins

quarta-feira, 18 de maio de 2016

As tias da Lita

Aida, Zulmira e Lourdes, 
as Oliveiras de Pardilhó
Aida, Zulmira e Lourdes
Aida, Zulmira e Lourdes eram conhecidas em Pardilhó, Estarreja, pelas Oliveiras. Filhas de Manuel Válega e de Ana Oliveira, as duas primeiras nunca casaram e a terceira casou tarde com António Fonseca de Pinho. Não tiveram filhos, mas assumiram  a sobrinha Hélia como filha. A Hélia era filha de Ismael Válega de Oliveira e Silva e de Maria da Luz Almeida Ramos, mas nunca viveu com eles, por razões várias.  
A Aida, conhecida por Aidinha, morreu cedo, aos 61 anos, com problemas cardíacos, ao tempo de tratamento difícil. Sempre olhei para esta tia como se fosse, e era, realmente, uma santa na verdadeira aceção da palavra: Alegre, disponível, desprendida, generosa, amiga de toda a gente, atenta aos doentes e a quem sofria. Quando anunciávamos a visita semanal, desfazia-se em amabilidades, nunca faltando as guloseimas para as crianças, que tinham pela  tia Aidinha uma adoração especial. 
A do meio, a Zulmira, era a líder do grupo. Nada se fazia sem ela dar o seu sim… Discutia as nossas decisões até acertarmos o passo com as suas opções, quando possível. Como madrinha da Lita, tudo queria orientar, qual maestrina de quem a orquestra dependia. Justa consigo própria e com os demais, cumpria rigorosamente os preceitos religiosos em que fora educada. Tal como as outras tias, diga-se de passagem.
A Lourdes era comerciante nata. Tinha em Aveiro, na Avenida Lourenço Peixinho, uma loja de fazenda e roupa interior, denominada “Lourdes de Pardilhó”. Consigo colaborava o marido, ex-emigrante no Brasil. E foi também responsável pela educação da Lita, inscrevendo-a no Colégio do Sagrado Coração de Maria que ficava perto de casa. 
A Lita, contudo, ia todos os fins de semana a Pardilhó, onde era uma menina mimada. Aí, já sabia que tinha de ouvir as recomendações da madrinha, alinhando logo que possível com os mimos e brincadeiras da Aidinha. A Zulmira era a educadora; a Aida era a cúmplice das brincadeiras.
Os nossos filhos deliravam quando íamos a Pardilhó. No carro até cantavam felizes por saberem quanto eram amados pelas tias. Olhavam para a Zulmira como quem olha para uma chefe e para a Aida como uma amiga muito próxima, que tudo aceita com uma alegria esfuziante. 
Ainda hoje, passados tantos anos, os nossos filhos a recordam com muita saudade. Tal como nós.

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