
Para as gentes da beira-mar e da ria, os navios, sobretudo os veleiros, são sempre razão de festa. Está no ADN de cada um este gosto por tudo quanto diz respeito a barcos, grandes ou pequenos.
Há décadas, como bem retenho na memória, a saída dos navios para a pesca do bacalhau, nos mares da Terra Nova e da Gronelândia, chamava à boca da barra muita gente, talvez em jeito de quem se despede dos que vão, sem se saber se há regresso. E meses depois, anunciada a chegada dos navios pela onda curta da rádio, e confirmada pelas empresas proprietárias, não faltava quem acorresse à barra, agora para saudar quem regressava.
Nota: Escrevi isto há anos, quando os grandes veleiros nos visitaram, proporcionando uma festa única. Agora, mesmo sem grande festa, a SAGRES esteve entre nós, mas não passei por lá. As minhas pernas não me deixaram visitar o navio que é um extraordinário símbolo do nosso país marinheiro.