terça-feira, 25 de julho de 2023

Piquenique

Eu e a Lita com as tias Zulmira, de óculos, e Aidinha

Sem muito sol e com aragem a propor abrigo, não faltaram hoje no parque que habitualmente atravesso famílias em piqueniques. O aconchego do arvoredo e as mantas estendidas convidaram quem estava, e muitos eram, a saborear os farnéis que de longe vislumbrei. E pela forma como eram degustados, sem pressas e sem complexos, posso garantir que estavam apetitosos. Depois, seguiu-se a soneca dos mais pesados e a bola dos mais miúdos. Tanto bastou para eu recuar uns bons 40 anos, quando, com a família, bem unida e concordante, fazia o mesmo, quer na mata da Torreira e S. Jacinto, quer entre a Costa Nova e a Vagueira. Não era pela poupança, embora não fosse despiciendo pôr de lado essa vertente. Bons tempos.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Para a história do Mercado



Pela década de 50 do século passado, os nossos pais e avós começaram a vender os seus produtos aos domingos de manhã, na atual Avenida José Estêvão, frente à igreja matriz. De um lado e doutro da rua alinhavam-se os vendedores. 
Depois das missas, os compradores enchiam o espaço. No Verão, sobretudo, tudo se complicava, com a intensificação do trânsito rumo às praias da Barra e da Costa Nova. Havia que deslocar o mercado para outro sítio. O escolhido e mais à mão foi o espaço em frente ao cemitério.
Mais amplo e sem movimento automóvel, os vendedores foram-se multiplicando, vindos da região. E dos géneros oferecidos pela terra, depressa surgiram outras mercadorias, desde roupas, calçado, utensílios domésticos até alfaias agrícolas. Os vendedores da “banha da cobra” e de produtos similares e milagrosos aproveitavam novos mercados. Cedo se reconheceu a necessidade de criar um mercado de raiz, com mais condições para compradores e vendedores, mas ainda com mais higiene.

Fernando Martins

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Eça de Queirós na Costa Nova



"Eça de Queirós descreveu a Costa Nova, em 1883, como "um dos mais deliciosos pontos do globo". Nas férias costumava frequentar um "excelente chalé", a casa que ainda hoje existe e é conhecida como o palheiro de José Estêvão. Eça elogiava "a brisa, a vaga, a duna, o infinito e a sardinha" da Costa Nova, mas faltava-lhe uma condição suprema para a inspiração: "um quarto isolado com uma mesa de pinho", como referiu numa carta ao seu amigo Oliveira Martins."

Dia de sorte



Por norma, esta coluna ali permanece seca e porventura esquecida, mas, para mim, é de bom gosto. Um dia, há anos, estava a cumprir a sua missão. A água caía oferecendo a quem passava uma frescura que temperava o ar quente do Verão. Foi um dia de sorte.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Evocando Emanuel Ribau

No dia 18 de julho de 2015, faleceu o diácono permanente Emanuel Ribau Caçoilo. Natural da Gafanha da Nazaré, onde nasceu em 21 de agosto de 1934, completaria brevemente 82 anos. Foi ordenado diácono permanente em 15 de agosto de 1993 e estava acamado há algum tempo. O Emanuel mostrou, desde muito novo, inclinação para o trabalho eclesial. Frequentou o Seminário de Aveiro, pois sentia-se vocacionado para exercer o sacerdócio. Quis Deus que assim não fosse, vindo a casar com Paulina Conde Sarabando. Foi pai de cinco filhos e avô de dez netos.
Na Eucaristia de sufrágio pela sua alma, o nosso bispo, D. António Moiteiro, realçou o sofrimento humano que sentimos pelo falecimento de algum familiar nosso ou amigo, causado pela dor da ausência, apenas compensada pela certeza, «baseada na fé», de sabermos que aquele que parte vai para junto de Deus. «O sentimento da ausência vai ser preenchido pela certeza da fé e do amor de Deus», disse.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Recordando dois amigos


 O Google Fotos trabalha bem. Sabe que, se não o fizer, pode ser ultrapassado por outras redes ligadas ao ciberespaço. Hoje ofereceu-me esta fotografia de dois homens bons  e meus amigos: D. António Francisco e o Padre Georgino Rocha. O primeiro foi Bispo de Aveiro e depois do Porto, onde veio a falecer repentinamente, depois de uma peregrinação ao Santuário de Fátima. O Padre Georgino faleceu há dias, conforme registei no meu blogue Pela Positiva. A ambos devo muito e já estão  na lista das minhas mais agradáveis memórias. O Padre Georgino foi um assíduo colaborador do meu blogue. Semanalmente, remetia-me a sua reflexão à sexta-feira. E só faltava em casos muito raros. Uns dias antes do seu falecimento telefonei-lhe a perguntar a causa da suspensão da crónica semanal. Percebi que estava muito doente e disse-lhe que conversaria com ele em breve. Não chegámos a falar, mas a sua reflexão faz-me falta. Que Deus os tenha no seu regaço maternal.

Fernando Martins

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Uma visita ao ZOOmarine


No Algarve, visitei o ZOOmarine há 14 anos. Como o tempo passa, meu Deus. Nessa altura visitei o ZOOmarine e toda a sua riqueza e beleza que os animais proporcionam. Jurei que voltaria, mas  a vida não me bafejou  para poder rever  a natureza com todo o seu esplendor. Agora, já é tarde.
Mas se é tarde pela corrida desenfreada do tempo, a imaginação encarrega-se de me brindar. Hoje, precisamente, “passeei” pelo ZOOmarine, graças aos meus escritos nos meus blogues. Sempre vale a pena registar por escrito o muito bom que vivemos. E se houver fotografias, muito melhor.

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Reflexos de vida de Fernando Martins

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Princípios da Gafanha - o Búzio

«Tão pobrezinha [a primeira capela] que estava desprovida de torre, ou simples campanário, e de sinos. Sem campanário, sem sinos… Como remed...