sábado, 27 de junho de 2026

Bispo de Aveiro propõe ajuda ao povo da Venezuela

O recente sismo na Venezuela destruiu uma vasta zona do país, particularmente nas dioceses de Caracas, Guarenas e La Guaira, onde vive um grupo numeroso de portugueses ou luso venezuelanos e onde a perda de vidas é muito grande. Contactei o bispo de La Guaira e descreveu a situação da sua diocese como uma zona muito danificada e sem meios para reconstruir as habitações dos mais pobres. O próprio seminário diocesano ficou destruído, estando inabitável para qualquer uso.

Peço a toda a Diocese que no próximo fim de semana, 4 e 5 de julho, em todas as paróquias se faça um ofertório extraordinário a que entregaremos ao bispo de la Guaira, D. Pablo Modesto Perez, SDB, a fim de mitigar os estragos do sismo e ajudar os que perderam os seus bens.

Lembro que a nossa diocese de Aveiro tem uma dívida de gratidão para com os nossos irmãos venezuelanos, porque nas últimas décadas do século passado nos ajudaram na construção de várias Igrejas paroquias e de centros sociais paroquiais. Agora é a nossa vez de partilharmos e sermos generosos perante a catástrofe que os meios de comunicação social nos apresentam.

Conto convosco e para todos imploro as bênçãos de Deus.

Aveiro, 27 de junho de 2026.

+ António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Memórias ao sabor das marés

Com a serenidade que a idade aconselha, continuarei apenas, de quando em vez, nas Memórias ao sabor das marés. Como todos sabemos, as marés têm altos e baixos. Ora estão altas ora baixas. Assim me sinto eu. Seguirei, portanto, o ritmo da nossa Ria.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Princípios da Gafanha - o Búzio

«Tão pobrezinha [a primeira capela] que estava desprovida de torre, ou simples campanário, e de sinos.
Sem campanário, sem sinos… Como remediar a falta? Como convocar os fiéis para a santa Missa, para o exercício do culto divino?
Tem o seu quê de regional e de poético a maneira como remediaram a falta e como convocavam os fiéis ao templo. No dealbar do dia, ou à tarde ao mergulhar suave e majestoso do sol nas águas do Oceano, conforme a convocação se fizesse para o Santo Sacrifício ou para as orações da manhã ou da noite, um repolhudo gafanhão, improvisado de sacrista, dirigia-se para o templozinho cheio de misticismo, descalço, de cuecas a cair sobre a rótula, cingidas pelo cós com um só botão às ancas espadaúdas. De barrete pendente sobre as orelhas, contas ao pescoço sobre a baeta da camisola, e de gabão velho, esburacado, deixava fustigar pelo vento da madrugada as canelas magras e nuas.
Este bom e anafado gafanhão, ia eu dizendo, assim descrito, tal qual era na primitiva Gafanha, soprava desesperadamente num enorme búzio, cujos sons cavos, profundos e compassados, iam quebrar-se de encontro às cordilheiras solitárias e silenciosas das dunas, ou espraiar-se pela argentínea superfície do oceano infindo.
E daquele rosto, congestionado e entumecido pelo esforço pulmonar, emergiam uns olhos a saltar das órbitas, a completar um quadro que bem lembrava Neptuno, na solidão das águas, a tirar da enroscada concha vozes cavernosas, a fazer sair dos abismos e das ondas toda a caterva de malignos tritões, a chamar os deuses marinhos para o diabólico conciliábulo de algumas desgraças, ou de alguma tragédia marítima.»

João Vieira Resende

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Precisamos dos outros


 Não falta gente arrogante que não reconhece a importância dos outros nas suas vidas. A humildade é atitude indispensável em todas as fases da vida.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Algarve - Há anos...


 Hoje lembrei-me do Algarve, por onde andei há bons anos... Como o tempo passa a uma velocidade estonteante. Agora, apenas à custa das fotografias e da memória. Mas é mesmo bom recordar.