sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Aldeia caramulana

 
Em viagens por ambientes serranos sempre me fascinaram as aldeias perdidas nos vales e encostas. Aprecio o casario e muito raramente vislumbro alguém vivendo o seu dia a dia. Há sinais de vida, mas gente é raro aparecer. Não sei se isto acontece só no Verão para evitar o calor ou se o pessoal trabalha fora. Dá que pensar.  Se alguém conhece, esclareça-me. 

Viagem a São Miguel, Açores

 

Aterrei há anos em São Miguel, Açores, e depois de cumprimentar o meu filho, que ali foi professor, esta foi a primeira foto que tirei. Impressionou-me a determinação de quem nos convida a avançar numa ilha que oferece imenso a quem chega. Foi, para nós, um passeio que enriqueceu a nossa memória, ao jeito de proposta para lá voltar. Não voltámos, mas o sonho de nova visita permanece em nós. Uma saudação para o meu filho João que nos proporcionou a visita e nos mostrou toda a ilha e os seus horizontes de múltiplas e variegadas paisagens.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

A mulher adúltera

Cristo e a acusada de adultério,  Bruegel, o Velho, 1565
 


A MULHER ADÚLTERA

O que escreveu na areia?,
ainda hoje se pergunta,
e são várias as vozes
dos que depois vieram,
legislando,

como os que estão aí,
calçados e erguidos
acima do degrau

Conseguiriam ler o que dizia a areia,
os que ali estavam?,

Soube-o ela?, as suas mãos cruzadas
sobre o ventre, a cabeça inclinada
gentilmente

Ou souberam-no as pedras
que se veem ainda pelo chão?,
aos pés dos fariseus
e dos escribas

as pedras, que não morrem,
mas possuem o poder de
matar

mulheres 

ainda hoje


Do Livro ÁGORA de Maria Luísa Amaral



NOTA: Em maré de ler poesia, que o tempo dá para tudo, aqui partilho um poema de Maria Luísa Amaral, cuja leitura recomendo.


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Afonso Lopes Vieira - Poeta




 Gosto de Afonso Lopes Vieira como de muitos outros poetas ou escritores. Hoje, porém, regresso a este curto poema que me diz muito. Penso como ele. Quando eu morrer, o que vai ser feito dos objetos de meu uso, particularmente dos livros que li e guardei religiosamente? Não são muitos, mas são os meus livros.

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Recordações da Madeira


Se há passeios que nos marcam, pela positiva, a visita que fiz há muitos anos à Ilha da Madeira, a pérola do oceano para muitos, ficou-me na memória. E o sonho de voltar esvaiu-se como o fumo. Mas se não pude voltar, tenho o privilégio de reter na minha alma o prazer que me deu a primeira e última viagem que pude realizar à nossa ilha encantada. Projetos não faltaram, mas a concretização dos mesmos nunca mais foi possível.
Recordo hoje a ilha que vi como um jardim florido e viçoso, com um  povo acolhedor. Tudo era belo para quem chegava.
Em carro alugado andámos por todo o lado com a Lita ao volante, subimos e descemos até recantos de meter medo, vimos paisagens nunca imaginadas e cruzámo-nos com turistas em cada esquina
De lá trouxemos a lhaneza dos madeirenses, os serviços turísticos perfeitos, o sabor inigualável do peixe fresco e a cultura de tradições centenárias.
Na altura havia a azáfama das autoestradas e túneis que aproximavam terras e pessoas. Estivemos no Curral das Freiras, depois de descer, para depois subir, por estrada estreita cheia de curvas e com desfiladeiros assustadores.
De tal modo gostei da Madeira que prometi a mim mesmo que voltaria. Mas afinal não voltei e o tempo, inexorável, não perdoa.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Camarinhas

Em Agosto de 2012, mãe e filha, Lita e Aida, apanhavam camarinhas, num pinhal à beira da estrada, a caminho da Praia de Vieira. Será que ainda há esse hábito?
Na minha meninice e juventude as camarinhas apanhavam-se na Mata de São Jacinto, aos domingos, dia livre para algumas tarefas e passeios, normalmente em grupos. Não consta que houvesse camarinhas na Mata da Gafanha.







sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Serra da Boa Viagem - Memorial Floresta


Quando passeio gosto sempre de conhecer e registar o que mais me impressiona. No cimo da Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz,  que já não visito há anos,  fotografei este memorial que enaltece a homenagem a todos quantos têm demonstrado a sensibilidade para interpretar a floresta nas suas diferentes e múltiplas facetas.

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Moliceiro: Duas velas

Não era muito frequente, mas teve direito à sua existência.