quarta-feira, 5 de julho de 2023

Pe. João Gonçalves


Em Julho de 2009, publiquei no jornal SOLI-DARIEDADE uma reportagem sobre as Florinhas do Vouga, alusiva a uma iniciativa, denominada MERCEARIA & COMPANHIA, que respondeu a carências de 120 famílias  de Aveiro. Na altura, as dificuldades económicas eram notórias. Penso que persistem. O animador era o Pe. João Gon-çalves, meu bom amigo. Evoco-o hoje com saudade. 


A rampa de acesso à zona de distribuição do cabaz “Mercearia & Companhia”, destinado a família carenciadas, já está bem composta. São 14.30 horas, de quarta-feira, dia em que as Florinhas do Vouga abrem as portas do espaço destinado a esta operação, de resposta concreta à crise económica que se tem agudizado nos últimos tempos, atacando de forma intensa os mais fragilizados da vida. Este corrupio começou em Março e não há sinais de que tenha de acabar em breve.

terça-feira, 4 de julho de 2023

Palmeiras vestidas em Aveiro

Neste meu blogue Memórias Soltas
continuarei a evocar trabalhos porventura esquecidos


Até 21 de Dezembro de 2011, os aveirenses e visitantes puderam apreciar, no Rossio, 16 palmeiras seculares vestidas com arte e cor. Trata-se da segunda edição do projecto “Vestir Aveiro”, tendo o primeiro decorrido durante a última primavera, da autoria do estilista CELSUS. A iniciativa foi da Câmara Municipal e envolveu 12 instituições do concelho, ligadas ao sector da terceira idade. As palmeiras ladeiam uma parte do canal central, sendo todas de grande porte. A ideia visa, no fundo, promover e valorizar elementos patrimoniais naturais, oferecendo a quem passa a continuação de uma primavera colorida e não um Outono cinzento.

Ler todo o texto aqui 

Barquinho tranquilo

 
Sempre gostei de apreciar a tranquilidade deste barquinho a entrar na Ria de Aveiro de águas mansas. Deslizava suavemente sem nada o preocupar. Nem motor se ouvia. Dava a ideia de navegar ao sabor da maré. Também não havia vento, nem ondulação, nem outras embarcações que o incomodassem. Na altura estava eu apenas com o azul do mar que refletia o azul celeste.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Marina da Figueira da Foz




Quando  passei pela Marina da Figueira da Foz, há anos, estava um  sol abrasador. Não bebi um refresco mas tomei  um café  na esplanada. Passei os olhos  pelo jornal, tirei a foto da praxe e o cheiro a maresia  invadiu-me por todos os lados. Foi agradável, a começar pelo café. Saboroso, cremoso e quente, como nem sempre acontece.
Há estabelecimentos que nos impingem café de péssima qualidade. Autêntica água de cebolas, sem creme, sem sabor, sem nada. Levam-nos o dinheiro e nós, estupidamente, ficamos calados. Saímos a remoer protestos, mas não agimos em conformidade. A solução, para mim, é virar as costas a esses traidores da arte de bem servir bom café.
Mas hoje não foi assim, felizmente.
Olhei então os barcos, iates e quejandos. Com a ponte à vista, usufruindo a serenidade de quem aspira a sentir a paz interior, em dias de sol… Outros ali estavam num ambiente que me é familiar. Além dos bares, que marítimos e outros gostam de apreciar, vi lojas de apetrechos para pescadores, barcos em reparação e em fase de limpeza para voltarem a sulcar o mar, turistas que vão às compras, que o mercado da Figueira está bem perto, gente que passa no cumprimento das caminhadas higiénicas, tão importantes. 
Um ou outro olha fixamente o horizonte. E eu ali a ver tudo e a pensar que, na minha Gafanha da Nazaré, onde tenho os mesmos ambientes e rostos semelhantes de quem gosta de estar com água à vista.

Vou retomar as Memórias Soltas

Farol de São Pedro de Moel 

Vou retomar o blogue Memórias Soltas para nele evocar passeios e viagens que fiz ao longo da minha vida. Serão, à partida, textos curtos com ilustrações de sítios e locais por onde passei com a Lita. Talvez acrescente algo ao que já tenho dito. Depois se verá.


Fernando Martins

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

As minhas memórias ficam neste espaço de partilha

As minhas memórias continuarão no ciberespaço para quem apreciar o que nelas escrevi. A partir de hoje permanecerei apenas aqui.

Fernando Martins

sexta-feira, 26 de julho de 2019

As minhas praias... Sem ciúmes

Eu identifico-me, presentemente, com três praias: Barra, Costa Nova e Figueira da Foz. Gosto de outras, mas estas enchem-me as medidas por razões pessoais. Aqui ficam três fotos, com as legendas que justificam as minhas opções. Mas que fique claro: não quero que haja ciúmes entre as minhas três praias. 

BARRA 


Gosto da praia da Barra porque nasci a dois passos do seu mar e do seu areal. Desde tenra idade, identificava, na noite silenciosa, o som cadenciado das ondas a estenderem-se na praia, o trabalhar dos motores das traineiras a saírem para o mar, o rugido da ronca a anunciar nevoeiro na costa, a luz do farol com avisos à navegação. Agora, que preciso de caminhar, a praia da Barra dá-me a possibilidade de entrar no mar, um bom quilómetro, pelo molhe sul, para sentir distintamente a maresia, o palpitar do mar, ora sereno ora bravio. Mas ainda para me deliciar com horizontes largos, aqui e ali assinalados por navios que passam ao largo ou entram na barra. 

COSTA NOVA 


A Costa Nova também me está no sangue e na alma. Os sons confundem-se ou misturam-se, irmãmente, com os da Barra. E se o mar é o mesmo, a laguna que bordeja a povoação, com mais de 200 anos de vida, enche-me a alma de paz. Olhando-a, de pertinho, ali estão a beijar-nos os pés a sua água transparente, os seus barquinhos à vela que nos convidam para viagens de tranquilidade, os pescadores na safra que os alimenta, a vontade de dar um saltinho até às Gafanhas, com ponte à vista. Ao longo da ria, na Costa Nova, há sempre a possibilidade do encontro com outras gentes que procuram um ar cada dia diferente. 


FIGUEIRA DA FOZ 



A praia da Figueira da Foz (Buarcos na imagem) foi, para mim, uma conquista tardia. Nem por isso deixo de a admirar, como se pode e deve admirar uma terra com tradições antigas na arte de aproveitar o sol à beira-mar, sobretudo para a burguesia. Depois, e bem, democratizou-se, e hoje a praia da Figueira é de toda a gente. Aquela marginal a perder de vista, com areal de um lado e vida urbana do outro, com o oceano, ao longe, a desafiar-nos, tudo isto me encanta em dias de menos vento e de mais sol. Gosto de por ali caminhar, cruzando-me com quem passeia tranquilamente ou insiste em perder peso, com gente jovem e menos jovem, a pé ou de bicicleta e sempre com a serra da Boa Viagem à vista. 

Fernando Martins 


NOTA: Texto escrito em 2008

Reflexos de vida de Fernando Martins

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Princípios da Gafanha - o Búzio

«Tão pobrezinha [a primeira capela] que estava desprovida de torre, ou simples campanário, e de sinos. Sem campanário, sem sinos… Como remed...