segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Naus, Navios e Caravelas em Aveiro


Efeméride: 
1552 - 18 de fevereiro 

Cartaz do meu arquivo

«Em cumprimento de uma ordem recebida, Jorge Afonso, juiz de fora de Aveiro, enviou a El-Rei o rol de todas as “naus e navios e caravelas que nesta vila há”, no total de 72 embarcações». 

“Calendário Histórico de Aveiro” 
de António Christo e João Gonçalves Gaspar 


NOTA: Será que, neste ano da graça de 2019, teremos no Porto de Aveiro 72 embarcações de grande porte? Afinal, Aveiro, no século XVI, já era um porto importante.

JARBA passa a JAPA


Há tempos, tive a oportunidade de registar em foto um dado curioso, bem à vista de quem passa. Hoje, porém, ao consultar o "Calendário Histórico de Aveiro", da autoria de António Christo e João Gonçalves Gaspar, para ver o que teria acontecido em 18 de fevereiro de 1950, verifiquei  que o acrónimo JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro)  deu lugar à JAPA (Junta Autónoma da Barra de Aveiro). A JARBA, afinal, nasceu por decreto de 7 de dezembro de 1921, mas somente foi regulamentado em 18 de dezembro der 1923.
Os anos foram passando e as circunstâncias foram mudando. Em 1950 nasce a JAPA (Junta Autónoma do Porto de Aveiro), integrada nos estatutos orgânicos dos portos, e assim foi designada até 1998, ano em que, por decreto-lei n.º 339/98, de 3 de novembro, foram extintas as Juntas Autónomas. No mesmo ano foi criada a APA (Administração do Porto de Aveiro). 
O edifício, que tem a idade indicada no cimo, era um armazém daquela entidade portuária.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Trajes e bicicletas de antigamente



Partilho hoje, neste meu espaço de memórias, uma fotografia dos meus arquivos, com trajes e bicicletas de antigamente. Tem andado na moda recuperar antigos velocípedes, não faltando quem se dedique a essa tarefa com saber e bom gosto. Em dias festivos, é certo e sabido que não faltam os apaixonados por antiguidades. Ali está a mulher com chapéu de palha e três gafanhões exibindo boné, boina e barrete, montados nas suas recuperadas bicicletas do tempo dos seus pais ou avós.Não consigo ver bem, mas o gafanhão, terceiro a contar da esquerda, apresenta as suas ceroulas de flanela, com atilhos em baixo. O do colete tem respeito  pelas horas certas, com o seu relógio de bolso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Farol do Cabo Mondego é mais antigo que o nosso

Farol do Cabo Mondego 
Farol do Cabo Mondego. Um dia destes dias vou passar por lá para matar saudades. O recanto da Serra da Boa Viagem, onde está o farol, com o oceano a seus pés a desafiar a nossa imaginação, é mesmo de uma serenidade ímpar.
O Farol do Cabo Mondego é mais antigo do que o nosso, o da Barra de Aveiro, com mais 15 mil visitantes no último ano. Mas na idade leva-nos a palma, pois foi inaugurado em 1858, quando o nosso somente viveu a festa em 31 de agosto de 1893. Aliás, quando se reclamou um farol para a Barra de Aveiro, argumentava-se que, entre a Foz do Mondego e a Foz do Douro, não havia qualquer sinalização luminosa que evitasse os naufrágios. 
Hoje orgulhamo-nos do nosso Farol e honramos o Farol do Cabo Mondego, com toda a justiça.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dia Mundial da Rádio - 13 de fevereiro



O  rádio da minha juventude tem lugar de honra na minha tebaida

O Dia Mundial da Rádio celebra-se hoje, 13 de fevereiro. Foi neste dia que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez, em 1946, em simultâneo, para um grupo de seis países, como se pode ler  no Google em  notas referentes a esta efeméride. 
Quando nasceu a TV, logo surgiu a ideia de que esta nova tecnologia da comunicação acabaria, mais dia menos dia, por destronar a Rádio, que tanta gente mobilizava, quer como profissionais quer como ouvintes. Mas tal não aconteceu. A Rádio, na minha modesta opinião, soube resistir e adaptar-se. 
Durante a minha juventude, fui ouvinte assíduo das emissoras de rádio, tanto nas horas de noticiário como durante os períodos de música, de mistura com relatos de competições desportivas, entrevistas e outras reportagens, neste caso com “retratos” de terras da nossa terra. 
Na altura em que me encontrava doente, acamado, como diversas vezes tenho dito, a Rádio foi minha fiel companheira de horas e horas, destacando-se um programa de discos pedidos que alguns amigos me dedicavam, com solicitações feitas via postais do correio. E ainda tenho presente no saco das boas recordações algumas entrevistas feitas por Igrejas Caeiro, um radialista e produtor de muito nível, que trabalhava com a sua esposa Irene Velez. 
Ouvia também as comunicações via rádio, onda curta, entre os mestres das traineiras e os capitães dos navios bacalhoeiros, estes, sobretudo, quando regressavam dos bancos da Terra Nova e Groenlândia. Nos primeiros casos, os mestres comunicavam como decorriam as pescarias, se havia muito ou pouco peixe (dizia-se, na altura, que falavam por código). E das comunicações dos bacalhoeiros ficávamos a saber o dia e hora da chegada à entrada da barra, onde os navios eram esperados com euforia. 
Ainda lembro a Hora da Saudade, com mensagens gravadas para as tripulações dos navios da pesca do bacalhau, enviadas pelos seus familiares. Eu próprio falei para o meu pai,  lendo uma mensagem curta mas muito sentida. 
Hoje, tantos anos depois de a TV dominar grande parte do mundo da comunicação, eu continuo a dar preferência aos programas de rádio, enquanto trabalho nos meus espaços. Nos meus gostos, estão a música variada e selecionada com critérios diversos, conforme a estação emissora, os noticiários sintéticos baseados na máxima de que a rádio dá a notícia, a TV mostra-a e o jornal tem por função explicar,  com mais pormenor, o que aconteceu. 

Fernando Martins

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O meu recanto e a planta de minha mãe




Gosto do meu recanto criado no sótão. Ali, depois de subir degrau a degrau, agarrado ao  corrimão, isolado do burburinho caseiro, leio tranquilamente, sem nada que me possa perturbar. Só há uma janela  para ver a paisagem, pela qual vejo ao longe a mata da Gafanha, que vi crescer desde a minha infância. Silêncio de ouro. Nem sombra de gente e de carros, nem o sol do entardecer a pousar no mar, nem o chilrear da passarada, apenas a chuva que marca o ritmo no telhado de chapa ensanduichada. 
Na minha frente, ao lado da janela, há uma planta herdada de minha saudosa mãe. Até parece que a estou a ouvir: “Rega-me essa planta; não vez que está a precisar de água?” 
Levanto-me, pressuroso, e confirmo. Pego na garrafa, sempre disponível, e rego a planta que minha mãe nos deixou. 

F. M.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Aveiro - As Pirâmides - 1930


Esta foto, da década de 30 do século passado, estava entre a minha papelada à espera de ser encontrada e tonada pública. Há muitas semelhantes, todos sabemos, mas esta teve o privilégio de cair nas minhas mãos, decerto a pensar que um dia voltaria a ver a luz do dia, para mostrar às novas gerações que o tempo do preto e branco, o mais natural, predominava. Contudo, não falta quem tenha preferência por esta técnica fotográfica, mais ao gosto, julgo eu, dos amadores da fotografia. Terão, as fotos, outra alma? 
A fotografia, como sempre, não engana ninguém. As pirâmides lá estão a marcar a paisagem e a dar nome ao lugar, que todos os aveirenses conhecem: "As Pirâmides". 

Reflexos de vida de Fernando Martins

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Fernando Martins

Princípios da Gafanha - o Búzio

«Tão pobrezinha [a primeira capela] que estava desprovida de torre, ou simples campanário, e de sinos. Sem campanário, sem sinos… Como remed...