quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Evocando D. João Evangelista como Bispo de Vila Real

Chegada à estação de Vila Real


Multidão no largo da Sé

Apresentação no púlpito




NOTA: Reportagem publicada na revista "Ilustração Moderna" - Março de 1927

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Castelo da Gafanha

Forte Novo ou Castelo da Gafanha

Mais uma foto bastante antiga que ofereço aos mais idosos, em especial, porque hão de gostar de a ver. É que a imagem, de tempos que não consigo precisar, pode suscitar comentários que, no fundo, servirão para compor a história deste recanto da Gafanha da Nazaré. E neste caso, muitos jovens sairão enriquecidos porque o saber não ocupa lugar, mas dá-nos substrato que nos ajuda a conhecer a evolução e o progresso da nossa região.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Naus, Navios e Caravelas em Aveiro


Efeméride: 
1552 - 18 de fevereiro 

Cartaz do meu arquivo

«Em cumprimento de uma ordem recebida, Jorge Afonso, juiz de fora de Aveiro, enviou a El-Rei o rol de todas as “naus e navios e caravelas que nesta vila há”, no total de 72 embarcações». 

“Calendário Histórico de Aveiro” 
de António Christo e João Gonçalves Gaspar 


NOTA: Será que, neste ano da graça de 2019, teremos no Porto de Aveiro 72 embarcações de grande porte? Afinal, Aveiro, no século XVI, já era um porto importante.

JARBA passa a JAPA


Há tempos, tive a oportunidade de registar em foto um dado curioso, bem à vista de quem passa. Hoje, porém, ao consultar o "Calendário Histórico de Aveiro", da autoria de António Christo e João Gonçalves Gaspar, para ver o que teria acontecido em 18 de fevereiro de 1950, verifiquei  que o acrónimo JARBA (Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro)  deu lugar à JAPA (Junta Autónoma da Barra de Aveiro). A JARBA, afinal, nasceu por decreto de 7 de dezembro de 1921, mas somente foi regulamentado em 18 de dezembro der 1923.
Os anos foram passando e as circunstâncias foram mudando. Em 1950 nasce a JAPA (Junta Autónoma do Porto de Aveiro), integrada nos estatutos orgânicos dos portos, e assim foi designada até 1998, ano em que, por decreto-lei n.º 339/98, de 3 de novembro, foram extintas as Juntas Autónomas. No mesmo ano foi criada a APA (Administração do Porto de Aveiro). 
O edifício, que tem a idade indicada no cimo, era um armazém daquela entidade portuária.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Trajes e bicicletas de antigamente



Partilho hoje, neste meu espaço de memórias, uma fotografia dos meus arquivos, com trajes e bicicletas de antigamente. Tem andado na moda recuperar antigos velocípedes, não faltando quem se dedique a essa tarefa com saber e bom gosto. Em dias festivos, é certo e sabido que não faltam os apaixonados por antiguidades. Ali está a mulher com chapéu de palha e três gafanhões exibindo boné, boina e barrete, montados nas suas recuperadas bicicletas do tempo dos seus pais ou avós.Não consigo ver bem, mas o gafanhão, terceiro a contar da esquerda, apresenta as suas ceroulas de flanela, com atilhos em baixo. O do colete tem respeito  pelas horas certas, com o seu relógio de bolso.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Farol do Cabo Mondego é mais antigo que o nosso

Farol do Cabo Mondego 
Farol do Cabo Mondego. Um dia destes dias vou passar por lá para matar saudades. O recanto da Serra da Boa Viagem, onde está o farol, com o oceano a seus pés a desafiar a nossa imaginação, é mesmo de uma serenidade ímpar.
O Farol do Cabo Mondego é mais antigo do que o nosso, o da Barra de Aveiro, com mais 15 mil visitantes no último ano. Mas na idade leva-nos a palma, pois foi inaugurado em 1858, quando o nosso somente viveu a festa em 31 de agosto de 1893. Aliás, quando se reclamou um farol para a Barra de Aveiro, argumentava-se que, entre a Foz do Mondego e a Foz do Douro, não havia qualquer sinalização luminosa que evitasse os naufrágios. 
Hoje orgulhamo-nos do nosso Farol e honramos o Farol do Cabo Mondego, com toda a justiça.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dia Mundial da Rádio - 13 de fevereiro



O  rádio da minha juventude tem lugar de honra na minha tebaida

O Dia Mundial da Rádio celebra-se hoje, 13 de fevereiro. Foi neste dia que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez, em 1946, em simultâneo, para um grupo de seis países, como se pode ler  no Google em  notas referentes a esta efeméride. 
Quando nasceu a TV, logo surgiu a ideia de que esta nova tecnologia da comunicação acabaria, mais dia menos dia, por destronar a Rádio, que tanta gente mobilizava, quer como profissionais quer como ouvintes. Mas tal não aconteceu. A Rádio, na minha modesta opinião, soube resistir e adaptar-se. 
Durante a minha juventude, fui ouvinte assíduo das emissoras de rádio, tanto nas horas de noticiário como durante os períodos de música, de mistura com relatos de competições desportivas, entrevistas e outras reportagens, neste caso com “retratos” de terras da nossa terra. 
Na altura em que me encontrava doente, acamado, como diversas vezes tenho dito, a Rádio foi minha fiel companheira de horas e horas, destacando-se um programa de discos pedidos que alguns amigos me dedicavam, com solicitações feitas via postais do correio. E ainda tenho presente no saco das boas recordações algumas entrevistas feitas por Igrejas Caeiro, um radialista e produtor de muito nível, que trabalhava com a sua esposa Irene Velez. 
Ouvia também as comunicações via rádio, onda curta, entre os mestres das traineiras e os capitães dos navios bacalhoeiros, estes, sobretudo, quando regressavam dos bancos da Terra Nova e Groenlândia. Nos primeiros casos, os mestres comunicavam como decorriam as pescarias, se havia muito ou pouco peixe (dizia-se, na altura, que falavam por código). E das comunicações dos bacalhoeiros ficávamos a saber o dia e hora da chegada à entrada da barra, onde os navios eram esperados com euforia. 
Ainda lembro a Hora da Saudade, com mensagens gravadas para as tripulações dos navios da pesca do bacalhau, enviadas pelos seus familiares. Eu próprio falei para o meu pai,  lendo uma mensagem curta mas muito sentida. 
Hoje, tantos anos depois de a TV dominar grande parte do mundo da comunicação, eu continuo a dar preferência aos programas de rádio, enquanto trabalho nos meus espaços. Nos meus gostos, estão a música variada e selecionada com critérios diversos, conforme a estação emissora, os noticiários sintéticos baseados na máxima de que a rádio dá a notícia, a TV mostra-a e o jornal tem por função explicar,  com mais pormenor, o que aconteceu. 

Fernando Martins