Mensagens

Taizé - Um sonho para mim

Imagem
A entrevista que a Otília Bola me concedeu para ser publicada no "Timoneiro", jornal da paróquia Nossa Senhora da Nazaré, sobre a sua peregrinação a Taizé, enriqueceu-me. Acho que todos os jornalistas saem marcados pelas entrevistas e reportagem que fazem. E marcou-me, sobretudo, quando afirmou: “Esta participação permitiu-me uma semana de paz; pensei no que tenho andado a fazer menos bem, refleti sobre aspetos a melhorar na minha forma de atuar no dia a dia, quer no âmbito pessoal e familiar quer profissional, enquanto me permitiu uma pausa que me fortaleceu e me deu muita tranquilidade.” E acrescentou: “Regressei e ainda hoje, quando acordo, ouço aqueles cânticos maravilhosos; os cânticos de Taizé dão-me uma paz extraordinária.” Irmão Roger Quando um dia destes me debrucei sobre fotos encaixotadas, com vista a arrumar, com alguma ordem, as mais importantes, deparei-me com este postal ilustrado que um bom amigo me remeteu quando foi a Taizé, em 24 de fev...

Curiosidade...

Imagem
Foto de 1989: Mas que estarão estas crianças a tentar descobrir? Mistério. Quem souber, que diga.

Painel Cerâmico de Zé Augusto

Imagem
Memória de há nove anos Na rotunda da cintura interna, na Cale da Vila, foi inaugurado um painel cerâmico do artista aveirense Zé Augusto, para assinalar a ligação ferroviária ao Porto de Aveiro e às novas estruturas rodoviárias. Sempre gostei de arte nas ruas da cidade. De qualquer cidade e mesmo das vilas e aldeias. É uma forma positiva de educar a sensibilidade artística do povo local e de quem por elas passa. Congratulo-me, por isso. Acresce o facto de o painel ser da autoria de um dos mais expressivos artistas aveirenses desta área, já representado, também numa obra da responsabilidade da APA (Administração do Porto de Aveiro), no paredão da Meia-Laranja, na Praia da Barra. Aqui fica o convite aos meus amigos para que passem por lá para apreciar mais este trabalho de Zé Augusto. FM NOTA: Publicado em 28 de março de 1910, ano do centenário da criação da freguesia e paróquia.

Meu irmão: O menino

Imagem
Armando da Rocha Martins  (25-10-1941 — 27-3-2007) Ainda hoje me lembro com saudade do dia em que, empoleirado no muro frontal à nossa casa, encimado por uma rede de arame a que me segurava, o João Edmundo Ramos (primo afastado) me perguntou onde estava o meu menino Jesus. Respondi-lhe que estava a nanar, palavra que me veio de minha mãe, conhecida por Rosita Facica. E a partir daí, tanto quanto consigo recordar, passei a tratar o meu irmão por menino, mais novo do que eu três anos. Ele chamava-me mano.  Nas conversas que mantivemos, desde sempre e até à sua morte, que ocorreu em 27 de março de 2007, nunca o tratei por Armando, o seu nome, nem ele me chamou Fernando, o meu nome. Menino e Mano ficaram para as nossas vidas, qualquer que fosse a situação em que nos encontrássemos. Para os outros, em geral, ele era o Grilo, apelido da nossa família paterna. Curiosamente, eu nunca fui considerado Grilo ou Facica, o apelido da nossa linha materna. Três anos nos separavam...

Feira de Março já de portas abertas

Imagem
Já temos a Feira de Março de portas abertas, com a publicidade a garantir que vai ser animada. Certo é que, apesar da animação e exposição de muito que diz respeito ao mundo empresarial do nosso distrito, a mais que centenária feira, que começa em março e acaba em abril de cada ano, já não terá o impacto de há boas décadas, em que o povo se divertia e comprava, nas barracas de bugigangas e utensílios de cozinha, o que faltava para o dia a dia. Os tempos eram realmente outros, sem as grandes superfícies a imperarem por todos os cantos. Na nossa meninice, a segunda-feira da Páscoa era sagrada. A Auto Viação Aveirense trabalhava sem horário fixo, que era preciso levar e trazer de volta os gafanhões, porque automóvel não era para toda a gente. Poupava-se para nesse dia, sobretudo, se comprar o que era preciso, mas também para gozar a alegria dum Carrocel, de uma ida ao Poço da Morte, ao Circo ou ao Comboio Fantasma. E também, diga-se de passagem, para comer umas farturas. Hoje, é...

Raul Brandão: A chegada à Madeira

Imagem
“Fundeamos e a Madeira abre-nos os braços, com a Ponta do Garajau num extremo, e a Ponta da Cruz no outro extremo. Adivinho as casas, que por ora são fantasmas e descem lá do alto até à praia. Agora o tom cinzento desapareceu, domina o azul e o oiro, e na minha frente o grande anfiteatro verde dos montes ergue-se como um altar até ao céu. É uma serra a pique, é uma serra voluptuosa e verde que se oferece lânguida e verde" (...)  Raul Brandão, escritor nascido em 1867, no Porto, escreveu “As Ilhas Desconhecidas”, um livro publicado pela primeira vez, em 1926, que reúne notas e reflexões da sua viagem à Madeira e aos Açores. NOTA: 1. Da nossa única visita à Madeira, guardamos, ainda com alguma nitidez, o colorido da Ilha, a afabilidade das gentes, as autoestradas do Alberto João e a marca bem visível da capacidade turística daquele rincão luso no meio do oceano. Sonhei voltar, mas fiquei-me pela hipótese...;  2. As fotografias que ontem achei no meio de cen...

O maior navio de sempre no Porto de Aveiro

Imagem
Carlos Oliveira, do Porto de Aveiro, entrega uma lembrança ao comandante Comandante, Carlos Oliveira e empresários  Recanto do Beluga Tive o privilégio de testemunhar, no dia 14 de julho de 2008, um acontecimento histórico no Porto de Aveiro, entre algumas pessoas que vibram com as vitórias da maior infraestrutura portuária da região centro de Portugal. Pela primeira vez na sua já longa vida de mais de 200 anos, tantos quantos leva da abertura da Barra, o Porto de Aveiro acolheu o maior navio de sempre, o “Beluga Intonation”. O convite veio do meu amigo Carlos Oliveira, que teve a gentileza de me vir buscar a casa, já noite fechada, para presenciar ao vivo o aparato do momento até ali inédito.  O “Beluga Intonation”, com os seus 166 metros de comprimento (170 com o quebra-gelo), demandou a zona portuária com uma carga de aerogeradores e outros materiais destinados à indústria de energia alternativa. Comandado pelo capitão Johan Marcel Buysse, o "Beluga Int...