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Uma tarde no ZOOmarine

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Evoco hoje uma tarde no ZOOmarine, Algarve, já lá vão 10 anos, a completar no próximo mês de abril. Faço-o agora para não correr o risco de me esquecer, apesar da grata experiência em tempo de férias da Páscoa. De Albufeira, de que falarei noutra recordação, partimos rumo ao famoso parque  pedagógico e de diversões, com ambiente cuidado e desafiante, qual Floresta Encantada, com tudo  e mais alguma coisa: Golfinhos, aves exóticas, animais ferozes, domesticados, uns, e selvagens, outros, com cinema, aquários, exposições, para além de uma panóplia de diversões e sessões em salas próprias, para todas as idades e gostos. Ali não faltava nada, com ordem, programação, atendimento adequado, explicações oportunas, demonstrações atempadas e tudo o que possa imaginar-se. Mas os golfinhos, amigos, foram momento nobre e exuberante.  Se tudo estiver como há 10 anos encontrei e apreciei o ZOOmarine, vale a pena a visita.  

Um conto de vez em quando

O Piteira  Toda a gente da aldeia conhecia o Piteira. Era uma figura típica que não passava despercebida a ninguém. Não que fosse um artista, um pai de família exemplar, um proprietário de nome reconhecido na praça, um político de palavra fácil. Nada disso. Era simplesmente um “alma de Deus” e ébrio incorrigível. Magro, pele tisnada pelo sol e pelos ventos salgados da maresia, beata ao canto dos lábios, sempre do lado esquerdo, boné à marinheiro, olhos bem abertos para o infinito, nunca fitava de frente fosse com quem fosse, falava sem tino a maior parte do dia e até de noite. Pregava sermões não se sabe a quem, mas não se lhe conheciam animosidade de sua parte. Bebia tinto, sempre tinto, que outras bebidas o seu estômago não aceitava. Faziam-lhe azia, dizia a quem procurava saber o porquê dessa discriminação.  Só o tinto, pois, e a qualquer hora, fazia do Piteira um bêbado famoso nas redondezas. Mas era um bêbado cordato. Não se notavam tendências agressivas, não armav...

Reflexo num lago da serra do Buçaco

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Esta foto, que batizei com o nome de reflexo, foi registada na serra do Buçaco, há mais de cinco anos. A serra, verdejante como de costume, proporcionava a quem chegava uma tranquilidade que inundava a alma. Indiferente a tudo, o ganso vivia o seu prazer de estar em plena natureza entregue às suas conjeturas que jamais me confessou, apesar de solicitado. O reflexo que captei talvez pudesse ser mais nítido ou expressivo, mas tal não consegui por falta de saber e arte. Ficará para uma próxima visita, se Deus quiser. *** Este arrazoado vem a propósito de amanhã começar a Quaresma, tempo de reflexão e de renúncia ao supérfluo que nos abafa, mas ainda de tranquilidade, no contacto próximo com a natureza. 

CARNAVAL: Gente feliz e galhofeira

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Estamos no carnaval de tantas tradições em muitas terras do nosso país e no mundo em geral. Não me levem a mal, mas é festa que nada me diz. Não me perguntem porquê, porque não sei explicar. Sempre fui assim. Contudo, nada tenho contra os que vivem com intensidade transbordante estes festejos.  Desde menino que via passar os mascarados a que não achava graça nenhuma. Muitos, a pé ou de bicicleta, mais tarde de motorizada e até de carro, exibiam-se naturalmente e,  falando com disfarce de voz, tentavam levar-nos a descobrir quem eram. Ficava-se por aí e a caravana, muito diferente do que veio depois, continuava. Não muito grande, é claro. Mais tarde, com o tempo, as coisas refinaram-se.  Em épocas ainda da minha meninice e juventude, surgiram as cegadas em que o futuro fantocheiro Armando Ferraz foi mestre. Eram grupos maiores que se exibiam em zonas estratégicas da nossa terra e que tinham a sua graça. Tudo passou e presentemente o carnaval movimenta imensa gent...

Avenidas, ruas, alamedas...

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Quem dá uma ajuda? A Gafanha da Nazaré tem avenidas, ruas, becos, alamedas, jardins, largos e travessas, cujo número nem consigo calcular. E também  sei que há, na Junta de Freguesia e na Câmara de Ílhavo, registo disso. Mas gostaria de saber, para além do número dos caminhos que calcorreamos, a história de cada avenida, rua, alameda, largo, jardim, travessa e beco. De quase tudo se saberá, porque é óbvio. Mas há designações curiosas que poucos saberão explicar. Há anos, fui com o então presidente da Junta, Mário Cardoso, à cata de algumas curiosidades, que registei no meu blogue. Depois, o projeto não teve seguimento. Ainda pedi aos gafanhões que me ajudassem, mas ninguém teve pachorra para isso. Contudo, hoje lembrei-me de voltar ao tema. Não será preciso escrever muito. Basta um telefonema (934 210 446) e eu cá me encarregarei de registar o que me contarem. A foto fica por minha conta. 

Evocando D. João Evangelista como Bispo de Vila Real

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Chegada à estação de Vila Real Multidão no largo da Sé Apresentação no púlpito NOTA: Reportagem publicada na revista "Ilustração Moderna" - Março de 1927

Castelo da Gafanha

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Forte Novo ou Castelo da Gafanha Mais uma foto bastante antiga que ofereço aos mais idosos, em especial, porque hão de gostar de a ver. É que a imagem, de tempos que não consigo precisar, pode suscitar comentários que, no fundo, servirão para compor a história deste recanto da Gafanha da Nazaré. E neste caso, muitos jovens sairão enriquecidos porque o saber não ocupa lugar, mas dá-nos substrato que nos ajuda a conhecer a evolução e o progresso da nossa região.