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A mostrar mensagens de Agosto, 2016

Estória da emigração: Do sonho à pobreza extrema

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O Douro

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Só fiz um passeio de barco pelo Douro, há muitos anos. E seduziu-me para o resto da vida, tal foi a magia das imagens sucessivas que iam ocupando um recanto nobre do meu consciente. Algumas, com o tempo, recolheram-se no subconsciente.
Estava mesmo para iniciar o sono da noite,  quando, inesperadamente, fui alertado por aviso incessante.
— Lembras-te do passeio que fizeste há muito do Porto à Régua? — Se lembro! — retorqui.
— Então, partilha uma foto, porque guardaste bastantes. Não vás para a cama; olha que recordar é viver. Tens todo o tempo do mundo para dormir.
E assim foi. Encontrada a foto, aqui está ela.
Reparem na tranquilidade da água do rio, nos socalcos dos montes com silhuetas bem definidos, no casario espalhado a esmo mas olhando a corrente, que, ora desliza mansinho, como naquele dia,  ora corre desalmadamente para o mar, fazendo estragos. Contemplem  as nuvens vivas e atentas ao que se passa, convictas da sua beleza, que as pinturas ou a fotografias, sem elas, nunca te…

Serrazes — A cobra

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Férias em família e com amigos enchem-nos o saco das recordações de estórias sem conta. Recordo o dia da cobra, que resolvemos guardar religiosamente para memória futura. Está cá em casa há décadas e só hoje soube como foi ela descoberta. A recordação veio do António Vilarinho que, ao comentar no Facebook uma visita que nos fez, ao Parque de Campismo de Serrazes, evoca um encontro com uma cobra... Se não é esta que hoje aqui exibo, pode ser mãe, pai, irmã, filha ou prima da que o nosso amigo Vilarinho encontrou no caminho que vai das Termas de São Pedro do Sul até Serrazes.  Recordo que os meus filhos ma trouxeram já morta e que resolvemos mergulhá-la em álcool. Até um dia... Obrigado, meu caro, pela partilha.

Serrazes — Férias inesquecíveis

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Por vezes perguntamo-nos por que razão ficamos presos uma vida inteira a certas terras e certas férias, mas a resposta, para nós, Fernando e Lita, está nesta foto de há décadas. E como esta há muitas outras. Os nossos quatro filhos (Fernando, Pedro, Paulo e Aidinha, por ordem decrescente), no parque de Campismo de Serrazes, esperavam que o tanque, uma espécie de piscina, ficasse cheio de água para poderem nadar. O Paulo, que agora também é conhecido por João, e a Aida Isabel, a Aidinha, como ela exige que a tratemos, não tiveram paciência e saltaram para o tanque, ao que julgo de água gelada porque era proveniente de uma nascente.  No verão talvez fosse aceitável. Posteriormente, e na hora certa, a água servia para regar a horta do Guarda Florestal, o qual, diga-se de passagem, fazia os seus negócios com os campistas, a quem fornecia hortaliças, coelhos, um ou outro frango, ovos e até fruta.  Bons tempos em que pudemos viver em contacto direto com a natureza de ares renovados constan…

Chaves com muita história e boas memórias

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Hoje, 1 de agosto, fui de abalada até Chaves. Sem livros nem desdobráveis turísticos. Memória ainda afinada para reviver tantos momentos agradáveis na companhia de amigos de sempre e para sempre. Ruas e ruelas, monumentos e rostos, conversas e encontros nos cafés e jardins da cidade. Ponte Romana a arrastar-nos para outras eras e outras gentes que por aqui se instalaram à volta do Tâmega, Torre de Menagem a impor respeito, termas a exigir visita. Pasteis de Chaves e Bola de Carne a fazerem crescer água na boca. A Bola da nossa amiga Nazaré Fernandes era sempre a melhor. Porquê? — perguntava eu. Segredo — respondia ela. 
De Chaves hei de falar mais à custa das minhas Memórias Soltas. 
Por hoje sugiro o que escrevi em 2005. Ver aqui